Dentre as grandes lutas da humanidade para descobrir os segredos da vida, há uma certeza concedida somente aos seres humanos, e que esses fazem questão de esquecer. A consciência de que se vai morrer, nesse mundo, cada vez mais capitalista e materialista, faz com que as pessoas caminhem para a morte pensando em vencer na vida. E essa vitória existencial, chamada de felicidade, que as pessoas disputam, como galos numa rinha, vem nutrindo as inspirações dos artistas, que, com suas nobrezas d’alma, desde as eras do Renascimento e do Iluminismo, vêm dando toques que, na maioria das vezes, não são entendidos por todos.
Nesse contexto, cantores e compositores brasileiros, indo
muito além do entretenimento, deixaram seus recados. Raul Seixas diz: “...tá na hora do trabalho, tá na hora de ir pra casa, tá na hora da esposa e enquanto eu vou pra frente toda a minha vida atrasa...” Criticando o sistema de neoescravidão a que o homem se submete sem notar. E completa: “...e as mensagens que nos chegam sem parar, ninguém pode notar, estão muito ocupados pra pensar...” E estão mesmo ocupados, por um preceito que os mantém trabalhando de segunda a sexta, restando-lhes somente o final de semana, quando tudo está fechado e quase não se tem lugar para ir. Belchior identifica que a falta de um ofício, de uma arte, de esclarecimento, e o êxodo rural, empurram a maioria das pessoas para subempregos que garantem somente a sobrevivência: “...o proletariado fingido, estreando a vida fácil, meu amor...” Raul Seixas acrescenta “...já te entregam tudo pronto, em nome da ciência e em troca da vivência, e onde é que está a vida? E a minha independência?...” Os Titãs, mais recentemente, arremataram: “a gente não quer só comida, a gente quer bebida diversão e arte... Saída para qualquer parte...”
muito além do entretenimento, deixaram seus recados. Raul Seixas diz: “...tá na hora do trabalho, tá na hora de ir pra casa, tá na hora da esposa e enquanto eu vou pra frente toda a minha vida atrasa...” Criticando o sistema de neoescravidão a que o homem se submete sem notar. E completa: “...e as mensagens que nos chegam sem parar, ninguém pode notar, estão muito ocupados pra pensar...” E estão mesmo ocupados, por um preceito que os mantém trabalhando de segunda a sexta, restando-lhes somente o final de semana, quando tudo está fechado e quase não se tem lugar para ir. Belchior identifica que a falta de um ofício, de uma arte, de esclarecimento, e o êxodo rural, empurram a maioria das pessoas para subempregos que garantem somente a sobrevivência: “...o proletariado fingido, estreando a vida fácil, meu amor...” Raul Seixas acrescenta “...já te entregam tudo pronto, em nome da ciência e em troca da vivência, e onde é que está a vida? E a minha independência?...” Os Titãs, mais recentemente, arremataram: “a gente não quer só comida, a gente quer bebida diversão e arte... Saída para qualquer parte...”
Por tentarem abrir as mentes das pessoas, antigamente os artistas eram ferozmente combatidos pelos grupos sociais dominantes, que sempre defenderam as oligarquias, ou seja, a manutenção do poder nas mãos das mesmas minorias elitistas, como diz Belchior: “ato violento e cruel, ora ora! Você já ouviu falar em política ou não?...” Complementa Belchior: “...nos tratam como gente, é claro, aos pontapés...” Gilberto Gil adiciona: “...amigos presos, amigos sumindo, assim, pra nunca mais...” Raul Seixas ensina: “...não bulo com governo, nem polícia, nem censura, é tudo gente fina, meu advogado jura...” Por conta disso, pergunta-se quem estaria certo. Roberto Carlos que, há quem diga que covardemente, disse no momento de turbulência: “...é preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer, é preciso saber viver?...” ou Raul Seixas que diz: “...coragem! Eu sei que você pode mais?...”
Atualmente as pessoas continuam robotizadas, como diz Belchior: “...vivia o dia e não o sol, a noite e não a lua...” Na roupagem de democracia, mas numa neoimposição, os mesmos sistemas impedem que as mensagens sejam entendidas, porém, agora, com a incisão de uma cultura imbecilizadora, pela qual fazem com que as pessoas percam tempo com assuntos imbecis na internet, com o mau uso das redes sociais, assistindo na televisão a programas, igualmente, imbecis, e cultuando artistas que se renderam ao sistema perverso. E nestes cantores e compositores, engaiolados, como diz Engenheiros do Hawaii: “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada...!”





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