"...Ao plantar uma árvore, o homem não tem sequer a certeza de que vai viver o bastante para usufruir de seus frutos. E essa grandiosidade faz dele um verdadeiro homem, na sua mais bela expressão de dignidade..."
Pequenina.
Perla
Pequenina do meu amor
Vem correndo pros meus braços
Eu guardo pra você
Os mais caros lindos sonhos
Vai sorrindo ao mundo em redor
Tudo é novo e belo em seus olhos
Ah! Desconhece o mal
Neste mundo de gente grande
Pequenina do meu amor
Ser criança é como ser uma gaivota livre
Tudo é feito pra brincar, como é bom viver
Descobrindo seu encanto
Pequenina do meu amor
Sabe até contar 1, 2, 3 E mostra os dedinhos
E me encanta seu olhar, seu olhar de amor
Seu sorriso, pequenina!
Seu olhar, confiança e amor
Seu sorriso, pequenina!
Pequenina do meu amor
A boneca entre os braços
Seu vestidinho branco
E lacinhos nos cabelos
As estrelas brilham no céu
Mas não brilham mais que seu olhos...
Ah! Você vai crescer
Ai que pena... Ai que pena...!
Ao plantar uma árvore, o homem não tem sequer a
certeza de que vai viver o bastante para usufruir de seus frutos. E essa
grandiosidade faz dele um verdadeiro homem, na sua mais bela expressão de
dignidade.
Ao escrever um livro, o homem dá de presente às
futuras gerações sua sabedoria adquirida ao longo da vida, facilitando o
entendimento das coisas do mundo.
Ao ter um filho, o homem finalmente entende o
sentido de ter plantado a árvore e ter escrito o livro. Pois é acometido de um
amor irresistivelmente incondicional e arrebatador, sem explicação, sem nome, e
que cria um novo cordão umbilical que o ligará eternamente a seu filho. Assim esse
homem se sente renascer, volta a ser criança e tem certeza que não morrerá
quando sua vida acabar, pois continuará a viver em seu filho.
Portanto, ter um filho é mais do que garantir a perpetuação da espécie humana. É
além de tudo, garantir a continuação de si mesmo. A alegria de viver e
continuar vivo para sempre, está demonstrada na poesia musicada acima descrita (Pequenina, de Perla),
que é uma verdadeira celebração ao momento em que o homem entende e se apodera
de tudo isso, e não quer que passe.
Luis Borsan
Luis Borsan








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