O promotor argentino Alberto Nisman, encontrado morto com um tiro na cabeça depois de acusar o governo de proteger os acusados de um atentado contra uma associação judaica em 1994, foi sepultado nesta quinta-feira (29) num cemitério localizado no oeste da grande Buenos Aires.

Desde 18 de janeiro a morte de Nisman ocupa a primeira página dos jornais, já que ainda não está claro se foi um suicídio ou um assassinato, em meio a uma trama obscura que envolve os serviços de inteligência do país.
O cortejo com o corpo do promotor foi acompanhado por dezenas de pessoas que se despediram com aplausos, pedidos de justiça e cartazes com a frase "Todos somos Nisman".
"Venho enterrar um pedaço da República, porque o que aconteceu é muito sério e muito grave", declarou a deputada opositora Patricia Bullrich a jornalistas na entrada do cemitério La Tablada, pertencente à comunidade judaica.
Bullrich disse que fez vários contatos com Nisman no dia anterior à sua morte para combinar os detalhes do seu testemunho perante uma comissão do Congresso Nacional em 19 de janeiro para explicar os fundamentos de sua denúncia contra o governo.
fonte:http://g1.globo.com/ (04.02.2015)
O QUE DIRIA RAUL SEIXAS?
Se estivéssemos numa ditadura explícita, o Velho Raul usaria de suas habilidosas parábolas enigmáticas, elogiadas, inclusive, por Jô Soares, para falar do risco no qual se incorre ao mexer na posição dos privilegiados, dos donos do mundo. Então recitaria o trecho de sua composição Quando Acabar o Maluco Sou Eu: "...Não bulo com governo, nem polícia, nem censura, é tudo gente fina, meu advogado jura..."
Mas, nos (nem tanto) democráticos tempos atuais, certamente, o Maluco-Beleza lembraria outra composição, Cowboy Fora da Lei: "...Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz..." e nos abriria os olhos para não acreditarmos absolutamente nas versões oficiais das notícias, que devemos analisar os fatos com imparcialidade, sabedoria e senso crítico.
Sabendo-se que, muitos dos que lutam pela coletividade, acabam sendo eternizados, mas como mártires, Raul, nessa segunda música, nos diz: "...Não quero ir de encontro ao azar..." E no refrão enfatiza: "...Eu não sou besta pra tirar onde de herói... Durango-kid só existe no gibi...!"
Dá-lhe Raul!
Touch-Raul!
Dá-lhe Raul!
Touch-Raul!
Luis Borsan .
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